Dupilumabe para DPOC grave: quando esse tratamento pode ser indicado?

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença respiratória crônica que pode causar sintomas como falta de ar progressiva, tosse crônica, produção de secreção e exacerbações respiratórias.

Em muitos pacientes, o tratamento com medicações inalatórias permite bom controle da doença. No entanto, alguns casos permanecem com exacerbações frequentes, mesmo com tratamento adequado.

Nos últimos anos, novas terapias têm sido estudadas para esses pacientes, incluindo medicamentos chamados imunobiológicos, como o dupilumabe.

Neste artigo explico em quais situações o dupilumabe pode ser considerado em pacientes com DPOC grave.


O que é o dupilumabe?

O dupilumabe é um medicamento biológico que atua modulando vias inflamatórias do sistema imunológico relacionadas à inflamação tipo 2.

Esse tipo de inflamação já é bem conhecido em doenças como:

  • asma grave
  • dermatite atópica
  • rinossinusite com pólipos nasais

Mais recentemente, estudos mostraram que uma parte dos pacientes com DPOC também apresenta esse perfil inflamatório, especialmente aqueles com eosinófilos elevados no sangue.


Quando o dupilumabe pode ser considerado na DPOC grave?

De acordo com critérios utilizados em estudos clínicos e recomendações recentes, o dupilumabe pode ser considerado em pacientes com DPOC grave que apresentam um perfil inflamatório específico.

De forma geral, os critérios incluem:

1. DPOC grave não controlada apesar de terapia inalatória otimizada

O paciente deve apresentar DPOC grave não controlada, mesmo utilizando terapia tripla inalatória, composta por:

  • LAMA – antimuscarínico de longa ação
  • LABA – beta-2 agonista de longa ação
  • CI – corticoide inalatório

Esse esquema representa atualmente o tratamento inalatório mais completo para DPOC (por exemplo: Trelegy ou Trimbow).


2. Eosinófilos elevados no sangue

Outro critério importante é a presença de inflamação eosinofílica.

Isso é identificado quando o paciente apresenta:

≥ 300 eosinófilos por microlitro em pelo menos uma avaliação nos últimos 12 meses.

Esse marcador ajuda a identificar pacientes que podem se beneficiar de terapias direcionadas à inflamação tipo 2.


3. Perfil exacerbador

Além disso, o paciente deve apresentar exacerbações frequentes da DPOC, mesmo com tratamento adequado.

Isso pode incluir:

  • pelo menos duas exacerbações moderadas nos últimos 12 meses
    • necessitando uso de corticoide sistêmico e/ou antibiótico
  • ou uma exacerbação grave com necessidade de hospitalização

Pacientes com esse perfil costumam ter maior impacto na qualidade de vida e maior risco de complicações.


Por que identificar esse perfil de paciente é importante?

A DPOC não é uma doença única — ela pode apresentar diferentes padrões inflamatórios.

Alguns pacientes apresentam inflamação eosinofílica semelhante ao que ocorre na asma.

Nesses casos, terapias direcionadas, como o dupilumabe, podem ajudar a reduzir exacerbações e melhorar o controle da doença.

Por isso, a avaliação individualizada por pneumologista é fundamental.


Avaliação especializada faz diferença na DPOC grave

Pacientes com DPOC grave e exacerbações frequentes devem ser avaliados de forma cuidadosa.

A consulta com pneumologista pode incluir:

  • revisão da técnica de uso das bombinhas
  • ajuste do tratamento inalatório
  • avaliação de exames laboratoriais (incluindo eosinófilos)
  • revisão de tomografia ou exames de função pulmonar
  • investigação de outras causas de piora respiratória

Em alguns casos selecionados, pode ser considerada a avaliação para terapias mais avançadas, incluindo imunobiológicos.


Casos respiratórios complexos exigem pneumologista com experiência em doença grave, atuação em UTI e decisão clínica avançada.


Pneumologista em Brasília para avaliação de DPOC grave

Se você apresenta DPOC com crises frequentes, piora da falta de ar ou dificuldade de controle mesmo com tratamento, uma avaliação especializada pode ajudar a identificar novas estratégias terapêuticas.

Dr. Alfredo Santana
Pneumologista em Brasília – DF

  • DPOC grave ou avançada
  • asma grave
  • doenças pulmonares complexas
  • avaliação respiratória especializada
  • acompanhamento hospitalar e em UTI quando necessário

Para informações completas sobre atendimento, consulta e agendamento, acesse o hub oficial:
Pneumologista em Brasília – Dr. Alfredo Santana


Conclusão

O dupilumabe representa uma nova possibilidade terapêutica para pacientes selecionados com DPOC grave, especialmente aqueles com:

  • doença não controlada apesar de terapia tripla
  • eosinófilos elevados
  • exacerbações frequentes

A decisão sobre o uso desse tipo de tratamento deve sempre ser feita após avaliação individualizada por pneumologista.


📍 Brasília – DF

Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.

Material revisado por:
Dr. Alfredo Santana | Pneumologista e Clínico | RQE 9097 21324
Doutorado em Pneumologia pela USP | Fellow do American College of Chest Physicians (FCCP)
Brasília – DF | CRM-DF 17691

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