A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza. Ela começa de forma súbita, com febre alta, dor no corpo, calafrios, cansaço intenso e tosse seca, e costuma ser mais forte que um resfriado. A maioria das pessoas melhora em uma semana, mas idosos, gestantes e quem tem doenças crônicas, como asma e DPOC, têm maior risco de complicações. A vacina anual é a principal forma de prevenção.

A gripe é muitas vezes tratada como um simples resfriado, mas é uma doença diferente e potencialmente mais séria. Causada pelo vírus influenza, ela circula com mais intensidade em determinadas épocas do ano e é responsável por muitos atendimentos e internações, principalmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.
Gripe ou resfriado: qual a diferença?
| Gripe (influenza) | Resfriado | |
|---|---|---|
| Início | Súbito, em poucas horas | Gradual |
| Febre | Alta e comum | Baixa ou ausente |
| Dor no corpo | Intensa | Leve |
| Cansaço | Forte, pode durar semanas | Leve |
| Coriza e espirros | Às vezes | Muito comuns |
| Complicações | Mais frequentes | Raras |
A COVID-19 pode causar sintomas muito parecidos com os da gripe. Em caso de dúvida, os testes rápidos ajudam a diferenciar e a orientar o tratamento.
Sintomas da gripe
- Febre alta de início súbito
- Calafrios
- Dor no corpo e nas articulações
- Dor de cabeça
- Cansaço intenso
- Tosse seca e dor de garganta
- Coriza e congestão nasal
Quem tem mais risco de complicações
A maioria das pessoas se recupera da gripe em casa, mas alguns grupos têm mais risco de evoluir com formas graves:
- pessoas com 60 anos ou mais
- gestantes e mulheres no pós-parto recente
- crianças pequenas
- quem tem doenças pulmonares, como asma, DPOC, bronquiectasias e fibrose pulmonar
- pessoas com doenças do coração, dos rins ou do fígado, ou com diabetes
- pessoas com obesidade importante
- quem tem a imunidade baixa, por doença ou por tratamentos
Sinais de alerta: quando procurar atendimento
Atenção: procure atendimento com urgência se houver falta de ar ou respiração rápida, dor ou pressão no peito, lábios ou pontas dos dedos arroxeados, queda da saturação de oxigênio, confusão mental ou sonolência excessiva, desidratação ou febre que volta depois de uma melhora.
Para quem tem asma ou DPOC, a gripe pode desencadear crises e exacerbações. Se a falta de ar ou o chiado aumentarem, siga o plano de ação combinado com o seu médico e procure avaliação.
Tratamento da gripe
Na maioria dos casos, o tratamento é de suporte:
- repouso
- boa hidratação
- medicamentos para febre e dor, conforme orientação médica
- alimentação leve
O antiviral oseltamivir pode ser indicado para pessoas dos grupos de risco e para casos com sinais de gravidade. Ele funciona melhor quando iniciado nas primeiras 48 horas de sintomas, por isso quem pertence a um grupo de risco deve procurar avaliação logo no início do quadro.
Antibióticos não tratam a gripe, porque ela é causada por vírus. Eles só são usados quando há uma complicação bacteriana.
Complicações da gripe
A complicação mais importante é a pneumonia, que pode ser causada pelo próprio vírus ou por uma infecção bacteriana que aparece em seguida. A gripe também pode piorar doenças que já existiam, como asma, DPOC, insuficiência cardíaca e diabetes, e, mais raramente, causar inflamação no coração.
Como prevenir a gripe
- Vacinar-se todos os anos: o vírus muda com frequência, e a vacina é atualizada a cada temporada. Ela é especialmente importante para os grupos de risco. Veja as vacinas indicadas para quem tem doenças pulmonares.
- Lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel
- Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar
- Evitar contato próximo com pessoas doentes e ficar em casa quando estiver com sintomas
- Manter os ambientes ventilados
Gripe em quem tem doença pulmonar
Para pessoas com asma, DPOC, fibrose pulmonar ou outras doenças respiratórias, a gripe merece atenção redobrada. Manter o tratamento de rotina em dia, ter um plano para as crises e procurar avaliação logo no início dos sintomas reduz o risco de internação. O Dr. Alfredo Santana acompanha esses pacientes no consultório da Asa Sul, em Brasília, com foco na prevenção e no tratamento precoce das infecções respiratórias.
Perguntas frequentes sobre gripe
Gripe e resfriado são a mesma coisa?
Não. O resfriado é causado por outros vírus e costuma ser leve, com coriza, espirros e pouca ou nenhuma febre. A gripe é causada pelo influenza, começa de forma súbita e traz febre alta, dor no corpo e cansaço intenso. A gripe tem mais risco de complicações, como a pneumonia.
Quando o antiviral para gripe é indicado?
O antiviral oseltamivir é indicado principalmente para pessoas dos grupos de risco e para casos com sinais de gravidade, e funciona melhor quando iniciado nas primeiras 48 horas de sintomas. Mesmo depois desse prazo, pode ser usado em casos graves ou internados. A indicação é sempre médica.
A vacina da gripe pode causar gripe?
Não. A vacina disponível no Brasil é feita com vírus inativado, que não é capaz de causar a doença. Algumas pessoas podem ter dor no local da aplicação ou um leve mal-estar por um ou dois dias, que é uma reação passageira e diferente da gripe.
Quantos dias dura a gripe?
A febre e a dor no corpo costumam durar de três a cinco dias, e a maior parte dos sintomas melhora em cerca de uma semana. A tosse e o cansaço podem persistir por até duas semanas. Se a febre voltar depois de uma melhora, ou se surgir falta de ar, é preciso procurar avaliação, porque pode ser uma complicação.
Antibiótico ajuda a tratar a gripe?
Não. A gripe é causada por vírus, e o antibiótico não age sobre ele. O antibiótico só é usado quando há uma complicação bacteriana, como a pneumonia bacteriana, e deve ser prescrito pelo médico após avaliação.
Conteúdo educativo, revisado por médico. Não substitui a consulta: diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual. Em falta de ar intensa, dor no peito ou queda da saturação, procure um pronto-socorro.

Pneumologista e Clínico · CRM-DF 17691 · RQE 9097 | RQE 9098 | RQE 21324
Doutorado em Pneumologia pela USP, Fellow do American College of Chest Physicians (FCCP), especialista em Clínica Médica e Medicina Intensiva. Pneumologista do Hospital Sírio-Libanês Brasília, professor de Medicina e editor associado do Jornal Brasileiro de Pneumologia. Atende em consultório na Asa Sul e acompanha pacientes em internação e UTI.
Última revisão:


