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Dr. Alfredo SantanaPneumologista e Clínico

Pneumonia: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Infecções respiratóriasPor Dr. Alfredo SantanaPublicado em 5 min de leitura
Resposta rápida

A pneumonia é uma infecção que inflama os alvéolos, as pequenas bolsas de ar dos pulmões, e pode ser causada por bactérias, vírus ou, mais raramente, fungos. Os sintomas mais comuns são febre, tosse com catarro, falta de ar e dor no peito ao respirar. O diagnóstico é feito pelo exame clínico e pela radiografia de tórax, e o tratamento depende da causa e da gravidade, podendo ser feito em casa ou exigir internação.

Pneumonia: médica analisando radiografias de tórax com a equipe

A pneumonia é uma das infecções respiratórias mais importantes em adultos e uma causa frequente de internação, especialmente em idosos e em pessoas com doenças crônicas. Reconhecer os sintomas cedo e iniciar o tratamento correto faz diferença na recuperação.

Na pneumonia, os alvéolos, pequenas bolsas de ar onde o oxigênio passa para o sangue, ficam inflamados e preenchidos por secreção. Isso dificulta a troca de gases e explica a falta de ar e a queda da oxigenação em casos mais graves.

O que causa a pneumonia

A pneumonia pode ser causada por diferentes microrganismos:

  • Bactérias, como o pneumococo, a causa bacteriana mais comum em adultos
  • Vírus, como os da gripe (influenza), da COVID-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR)
  • Fungos, principalmente em pessoas com a imunidade muito comprometida
  • Aspiração, quando saliva, alimento ou conteúdo do estômago chegam aos pulmões, mais comum em idosos, após AVC ou em pessoas com dificuldade para engolir

Sintomas da pneumonia

Os sintomas mais comuns são:

  • Febre e calafrios
  • Tosse, geralmente com catarro
  • Falta de ar e respiração acelerada
  • Dor no peito que piora ao respirar fundo ou tossir
  • Cansaço intenso e perda de apetite

Em idosos, a pneumonia pode se manifestar de forma diferente, às vezes sem febre, com confusão mental, sonolência, quedas ou piora geral do estado de saúde.

Atenção: falta de ar intensa, lábios arroxeados, confusão mental, queda da saturação ou dor forte no peito exigem atendimento de urgência.

Quem tem mais risco

Qualquer pessoa pode ter pneumonia, mas o risco de complicações é maior em:

  • pessoas acima de 65 anos
  • quem tem asma, DPOC, bronquiectasias ou outras doenças pulmonares
  • pessoas com doenças do coração, dos rins, do fígado ou diabetes
  • fumantes
  • pessoas com a imunidade baixa, por doença ou tratamentos como quimioterapia e corticoides
  • quem tem dificuldade para engolir

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame físico, com a ausculta dos pulmões e a medida da oxigenação. A radiografia de tórax confirma a pneumonia e mostra sua extensão. Exames de sangue ajudam a avaliar a gravidade, e testes para vírus, como influenza e COVID-19, podem orientar o tratamento.

A tomografia de tórax é reservada a situações específicas, como dúvida diagnóstica, suspeita de complicações ou pneumonia que não melhora.

Pneumonia precisa de internação?

A maioria dos casos pode ser tratada em casa, com medicação e acompanhamento. A internação é considerada quando há sinais de gravidade, como:

  • falta de ar importante ou queda da saturação de oxigênio
  • confusão mental
  • pressão baixa ou frequência respiratória muito alta
  • idade avançada com outras doenças associadas
  • impossibilidade de tomar a medicação ou de se alimentar

Nos casos mais graves, pode ser necessário suporte em UTI. Saiba mais sobre o cuidado respiratório na internação e na UTI.

Tratamento da pneumonia

O tratamento depende da causa provável, da gravidade e das doenças de cada paciente:

  • Antibióticos, quando a causa é bacteriana ou provável, escolhidos conforme o perfil do paciente e o local onde a infecção foi adquirida
  • Antivirais, em situações específicas, como na gripe em pacientes de risco
  • Hidratação, repouso e controle da febre
  • Oxigênio, quando a saturação está baixa
  • Ajuste do tratamento de doenças de base, como asma, DPOC e diabetes

É fundamental usar a medicação pelo tempo indicado, mesmo que os sintomas melhorem antes, e retornar para reavaliação se não houver melhora em dois a três dias.

Recuperação depois da pneumonia

Mesmo com o tratamento correto, o cansaço e a tosse podem durar algumas semanas. A volta às atividades deve ser gradual. Em algumas situações, como em fumantes ou pessoas acima de 50 anos, o médico pode pedir uma radiografia de controle para confirmar que os pulmões voltaram ao normal.

Pneumonia que não melhora ou que volta

Quando a pneumonia não responde ao tratamento, é preciso investigar outras causas, porque algumas doenças podem simular uma infecção, como a embolia pulmonar, as pneumonites e as doenças intersticiais. Esses são casos respiratórios complexos, que exigem avaliação especializada.

Quem tem duas ou mais pneumonias em pouco tempo também merece investigação. Entenda as causas da pneumonia de repetição.

Como prevenir a pneumonia

  • Manter as vacinas em dia, especialmente contra gripe, pneumococo, COVID-19 e VSR, conforme a indicação para cada idade e condição
  • Parar de fumar
  • Manter asma, DPOC, diabetes e outras doenças bem controladas
  • Lavar as mãos com frequência e evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Cuidar da saúde bucal e, em quem tem dificuldade para engolir, adaptar a alimentação com orientação profissional

O Dr. Alfredo Santana acompanha pacientes com pneumonia no consultório da Asa Sul e durante a internação hospitalar, com foco no diagnóstico correto, no tratamento adequado e na prevenção de novos episódios.

Perguntas frequentes sobre pneumonia

Pneumonia é contagiosa?

A pneumonia em si não passa de uma pessoa para outra como uma doença única, mas os vírus e bactérias que a causam podem ser transmitidos por gotículas da tosse e do espirro. Por isso, lavar as mãos, cobrir a boca ao tossir e manter a vacinação em dia ajudam a proteger quem convive com o paciente.

Quanto tempo dura uma pneumonia?

Com o tratamento adequado, a febre costuma melhorar em dois a três dias, e a maior parte dos sintomas, em cerca de uma semana. O cansaço e a tosse podem persistir por algumas semanas, principalmente em idosos e em quem tem doenças pulmonares. Se os sintomas não melhoram ou pioram, é preciso reavaliar.

Dá para tratar pneumonia em casa?

Sim, muitas pneumonias são tratadas em casa, com medicação e acompanhamento. A internação é indicada quando há falta de ar importante, queda da oxigenação, confusão mental, pressão baixa, dificuldade para se alimentar ou doenças que aumentam o risco de complicações. Essa decisão é feita pelo médico após a avaliação.

Existe pneumonia sem febre?

Sim. Em idosos e em pessoas com a imunidade baixa, a pneumonia pode aparecer sem febre, apenas com cansaço, confusão, perda de apetite, queda do estado geral ou piora de uma doença que já existia. Por isso, qualquer mudança brusca nessas pessoas merece avaliação médica.

Preciso repetir a radiografia depois da pneumonia?

Nem sempre. A radiografia de controle costuma ser indicada quando os sintomas não melhoram como esperado, em fumantes e ex-fumantes, em pessoas acima de 50 anos ou quando há dúvida sobre outra doença por trás da pneumonia. O médico define o momento certo, que geralmente é algumas semanas após o tratamento.

Conteúdo educativo, revisado por médico. Não substitui a consulta: diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual. Em falta de ar intensa, dor no peito ou queda da saturação, procure um pronto-socorro.

Dr. Alfredo Santana, pneumologista em Brasília
Conteúdo revisado porDr. Alfredo Santana

Pneumologista e Clínico · CRM-DF 17691 · RQE 9097 | RQE 9098 | RQE 21324

Doutorado em Pneumologia pela USP, Fellow do American College of Chest Physicians (FCCP), especialista em Clínica Médica e Medicina Intensiva. Pneumologista do Hospital Sírio-Libanês Brasília, professor de Medicina e editor associado do Jornal Brasileiro de Pneumologia. Atende em consultório na Asa Sul e acompanha pacientes em internação e UTI.

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